Diarinho
2192 dias
21 de October de 2013 - 12:51
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O que se faz nesse tempo? O que se deixa de fazer?
As certezas que não se concretizam, as novidades que mudam tudo.
O quanto a gente subestima as surpresas da nossa rotina? Paradoxo, sim…
O que 6 anos podem mudar em você? O que você muda em 6 anos? E o que de fato nunca vai mudar?

 Tchau Microcasa

Escrito por Claudia Dias
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Aleatório
Assoprando a poeira
28 de June de 2013 - 14:22
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Perdi a conta de quantos blogs iniciei e por falta de tudo eu larguei. Não quero fazer o mesmo aqui e estou voltando, mais para guardar recordações que qualquer outra coisa, eu sei que poderia ser um bloco de notas, um diário de papel, ou continuar fotografando a vida aleatoriamente, mas escrever textinhos curtos e bobos ainda me faz bem.

Li no blog da Larissa (recomendo demais esse blog), um texto da Folha que me fez valorizar cada foto sem sentido que tiro e apesar de um texto melancólico vale a leitura de cada linha.


Recordação
Por Antonio Prata – Folha de São Paulo

‘Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?’

“Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”.

Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o que, né? Se Deus quis assim…”.

Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”

“Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.”

Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “1º de junho de 1988?” “Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?”

Roubando a ideia da Larissa, aqui fica minha foto de ontem da vida real: Minha cozinha nova em progresso.

 Demora, mas um dia termina

Escrito por Claudia Dias
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Lugares
Florida – Da Disney ao apartamento do Dexter Morgan
03 de November de 2012 - 15:35
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Viagem planejada por uma amiga, tive pouca ou nenhuma preocupação logística. Viajar com quem já conhece o local é muito bom e a economia foi exorbitante comparada a pacotes de agencias de turismo. O que aprendi com isso foi comprar as passagens, hospedagem e aluguel de carro com certa antecedência, observar a diferença de valores na chegada a Miami ou Orlando.Todos esses ítens sairam mais baratos que uma viagem no mesmo período e com os mesmos serviços para Fortaleza partindo de Brasília.

Chegando em Miami partimos para Orlando, foi bem tranquila a viagem de aproximadamente 4 horas de estrada.

Portal de entrada da Disney

Ao contrário do pessoal da minha idade eu nunca tive o sonho de ir a Disney quando era criança ou adolescente, talvez porque não fizesse parte da minha realidade pensar sobre aquilo, mesmo que os programas de TV e as revistas dos anos 80/90 vendessem aquele sonho o tempo inteiro.

Tomorrowland

Sempre gostei muito mais da Turma da Mônica que quadrinhos da Disney e sempre tive uma certa dúvida sobre a bondade extrema do Mickey, muito certinho, muito bom moço, digo… rato.

Daí eu envelheci… e comecei a ter essa ânsia de conhecer, e conheci, e amei, e vou voltar logo e zzzzzáááázzzzzz.
Não tem como negar, é chegar ali e se sentir uma criança outra vez, recordar um pedaço da gente, a diversão pela diversão.

Conheci 3 parques da Walt Disney World: Magic Kingdom, Epcot e o Disney’s Hollywood Studios. Também conheci um pedacinho bem pequeno do Downtown Disney.

Epcot

Atrações maravilhosas de StarWars

Orlando tem uma infinidade de parques e centros de diversão e um dos melhores sem dúvida é o parque Universal Studios / Islands of Adventure / Citywalk

De setembro a novembro existem várias atrações dedicadas ao Holloween – Pude ir ao Halloween Horror Night XXII – The Walking Dead

Restaurante temático BubbaGump – Forrest Gump – Um dos meus preferidos.

Mythos – a melhor refeiçao que tive em toda a viagem. Simplesmente perfeito! Meu preferido!

Butter Beer a cerveja do Harry Potter – As atrações de Hogwarts são impressionantes.

Um pouqinho mais do Halloween Horror Nights – pena que essa noite eu não levei uma câmera boa.

Durante a caminhada na Universal

Também pude conhecer em Tampa, por volta de 1:30h de Orlando o Bush Gardens que é um parque lindíssimo com várias montanhas-russas.

Cheetah Hunt

E pra finalizar a saga de parques fui ao SeaWorld que é um parque dedicado a apresentações e atrações voltadas ao mundo animal, principalmente o mundo marinho.

Além de toda a diversão dos parques, Orlando oferece vários outlets, centro de compras e uma infinidade de possibilidade de gastos, bons restaurantes, supermercados com preços assustadoramente mais baratos que os daqui. Gostaria de falar mais sobre essa parte, quem sabe em um outro post.

Também pude conhecer rapidamente Port Orange, por volta de uma hora de Orlando – parece uma cidadezinha de interior só que a beira da praia, super bonitinha.

Escola de aviação – Esse avião sendo desmontado vai virar um restaurante!

E na volta pra casa passei um tempinho em Miami para conhecer a Lincon Road, Wynwood walls, o condomínio que foram gravadas as cenas do apartamento do Dexter em Bay Harbor e Miami Beach ;)

South Beach – queria ter ficado pelo menos mais um dia aqui.

Wynwood – Miami / cheio de arte brasileira ao longo das ruas e becos

A próxima vez que voltar a Florida faço um post mais detalhado com dicas mais relevantes de gastos, hospedagem e lojas bacanas! Esse aqui é só pra deixar o recado que vale muito a pena conhecer a Florida. =)

Ahhh sim para fazer jus ao título do post olha a foto do condomínio onde foram gravadas as cenas da fachada do apartamento do Dexter. Fecharam o condomínio por conta da tietagem, mas no condomínio ao lado consegui encontrar uma brecha e fotografar xD

Condomínio do Dexter em Bay Harbor – Miami

Escrito por Claudia Dias
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Entretenimento
Pitfall! iOS
24 de October de 2012 - 14:49
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Pitifall - Versão de 1982

Tem só uma semana que por um acaso descobri que meu jogo de Atari preferido ganhou uma versão para iOS: Pitfall. Em comemoração aos 30 anos do jogo a Activision lançou em agosto/2012 a versão para iOS de um dos maiores clássicos da década de 80.

Para os chatos de plantão os gráficos podem sem dignos de retoques, mas a jogabilidade para uma dinâmica touch screen é fantástica, eu que raramente jogo alguma coisa estou gostando bastante e apesar das perspectivas e cenários dinâmicos e bem mais modernos que a primeira versão do jogo ainda assim me remete muito a proposta inicial: cobras, escorpiões, troncos de árvores rolantes, cipós, crocodilos, pequenos tesouros…

Li críticas que levantam a suspeita de plágio/ideias de outros jogos e também grandes reclamações a respeito de compra de itens para tornar o jogo mais interessante, mas até aqui para mim não foi necessário comprar nada além do próprio jogo.

Ficam aqui duas dicas de uma iniciante no jogo

Dica para quem ficar preso na etapa do carrinho de trilho: use a inclinação do iphone para o lado oposto a falha do trilho.
Dica da fase da motocicleta: não tente pular obstáculos, apenas desvie.

Pitfall! iOS Launch Trailer

Pitfall! está disponível por U$0.99.

Escrito por Claudia Dias
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Música
Alanis
28 de July de 2012 - 18:56
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Incrível como ainda gosto tanto dessa moça… desde 97 :)

Escrito por Claudia Dias
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Diarinho
Somos todos pedestres
10 de July de 2012 - 16:16
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É como naquele filminho do pateta, as pessoas simplesmente se transformam dentro dos carros, se sentem superiores e donos da razão e do outro lado pedestres que se sentem imortais com aquela arrogância de “passa em cima e te processo”.

Aqui em Brasília a lei da faixa de pedestre supostamente funciona. Supostamente porque é fato que pelo menos uns 70% dos motoristas não se importam em parar 10… 20… 30 segundos do seu precioso dia para alguém atravessar a rua, por outro lado os 30% acabam se achando ocupados, importantes o suficiente para não seguirem uma lei tão simples que eu chamaria de educação e gentileza, até porque nunca vi alguém sendo multado por não parar na faixa, então não me fale de lei, fale em educação.

Hoje atravessei uma rua vazia na faixa de pedestre e quando já estava no meio da pista que era em uma curva surgiu um Citroen C3 com uma motorista que usava seu celular, porque né, usar o celular não prejudica sua concentração e reflexo. A motorista só começou a freiar a 2 metros de mim com a cara de pânico e jogando o celular no banco do passageiro. Não tive tempo de ter uma reação decente. O carro parou uns 2 palmos do meu joelho.

A mulher pediu desculpa em um tom muito agressivo como se eu é quem estivesse errada e eu retruquei para ela pedir desculpa para o próximo que tentar matar por causa de um celular. A moça esperta saiu xingando até as minhas três próximas gerações e eu só tive a ideia de pegar a placa da irresponsável depois que o carro foi embora. Também iria fazer o quê além de um BO por me xingar sem motivos?

E assim continua a humanidade em seus carros, passando em cima de pessoas e histórias como se fossem mato e por hora esquecendo que somos todos pedestres.

Escrito por Claudia Dias
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Diarinho
Conversa fiada #1
18 de May de 2012 - 10:11
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Brasília Trade Center

– Bom dia, vou no 5° andar falar com João.
– Ah! Sim, com o Marcos do 11°.
– Não, com o João do 5°.
– OK, só um minuto por favor.
– Pronto, aqui está seu crachá de visitante para o 8° andar.
– Na verdade é no 5° e não no 8° andar.
– Ah é verdade, aqui está o seu crachá, para subir para o 12° andar pegue os elevadores do lado direito.

Tudo sobre as mulheres

Designer sentada trabalhando e ouvindo a conversa alheia:
Analista1: mulher é bicho besta.
Analista2: Já controlei uma das minas, agora falta a outra.
Analista3: Bicho, boto fé.
Designer sentada pensando: sou besta, controlada e sem fé alguma.

Escrito por Claudia Dias
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Cinema
O primeiro mentiroso
15 de April de 2012 - 17:03
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O primeiro mentiroso

E se vivessemos em um mundo sem mentiras?! Isso mesmo, ninguém pode mentir sobre nada, sobre suas expectativas, julgamentos, preconceitos… sobre nada.

A gente fica nessa hipocrisia de que a sinceridade e a verdade são os lemas para se levar qualquer relação, mas levar ao pé da letra esses termos me parece patético. A mentira quando bem polida pode ser a salvação para uma angústia, a ajuda para alguém que precisa, a esperança para quem não tem nada.

O primeiro mentiroso (Invention of lying – 2009) é um filme fantástico e fala sobre uma sociedade onde a mentira ainda não existe e sobre um homem fracassado e perdido que inventa a mentira e que transforma o mundo a partir dela.

Eu sei que dificilmente indicaria um outro filme de comédia como disse uns dias atrás, mas por um contexto bem estranho eu encontrei esse filme e além de conseguir rir muito sobre as verdades ocultas no meu dia-dia eu acabei filosofando uma série de coisas sobre a verdade e a mentira. Mentir faz bem pra sociedade e para as relações e tenho certeza que evita um monte de desgastes no cotidiano.

“A história que vocês vão ver se passa em um mundo no qual a raça humana não desenvolveu a habilidade de mentir. Esta é uma cidade comum nesse mundo. As pessoas têm empregos, carros, casas e famílias, mas todos dizem apenas a verdade. Não existe trapaça, bajulaçao nem ficção. As pessoas dizem exatamente o que pensam e ãs vezes isso pode parecer um pouco grosseiro. Mas elas não têm outra opção. É a natureza delas”

Vale a pena conferir!

Escrito por Claudia Dias
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