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Aleatório
02 de February de 2016 - 00:37

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Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Aleatório
Diarinho
O Dicionário das Tristezas Obscuras
22 de January de 2016 - 09:03

Anemoia
Nostalgia de um tempo no qual você nunca viveu.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Diarinho
Aleatório
Vocês não me destruiram. Não mesmo.
05 de January de 2016 - 22:44

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Aleatório Música
Aleatório
Puta que pariu… Carlos Drumond de Andrade.
05 de December de 2015 - 22:00

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o amar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Aleatório Diarinho
Aleatório
Palavras
05 de November de 2015 - 18:34

“…Brotamos de uma raiz plantada na crença de que não somos aquilo de que chamavam.

Somos membros formados da classe “nós conseguimos”, não ecos abafados de vozes chorando “xingamentos nunca irão me machucar”. Claro que machucam. Mas nossas vidas continuarão a ser um ato de equilíbrio que tem menos a ver com dor e mais a ver com beleza”

_______

Eu vi o grande amor no claro olhar da minha amada, eu vi
Que todo grande amor ainda é pouco, ainda é nada, eu vi
Amores que jamais verei meninos, eu vivi”

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Aleatório
Aleatório
32 textos
16 de October de 2015 - 15:33

Foram 32 textos durante aqueles meses, aqueles quase três meses que eu inventei uma pequena possibilidade, um pequeno suspiro de eu posso, eu consigo, você vai ver. Escrevi como se contasse tudo pra você das minhas descobertas, dos meus moldes, das minhas visões e das possibilidades. Foi como se eu não tivesse aquelas mordaças do seu não quero saber. Fingi que você queria saber. E escrevi, a maioria eu apaguei pela pieguice, pela vergonha ou falta de necessidade ou clareza. Escrever era meu faz de conta que você estava me ouvindo e existia naquele mínimo de rotina que eu mantinha para não sair do meu estreito e longo eixo.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Aleatório
Diarinho
Sexta-feira 13 (2)
27 de March de 2015 - 16:02


Meias palavras com a moça da vida toda, esbocei menos dor física dentre outros tipos de dores e preocupações.

Ao contrário da outra sexta 13 ela não me ofereceu doces, ao contrário do meu silêncio dividi minha rotina. Não agradeci, mas estava tão agradecida por tudo e ela sabia, isso que importava.

Depois fui eu a aparecer na janela, dessa vez sem preocupação. Não houve fila de nada além de uma chuvinha boba e foi antes da meia-noite, no meio das coisas de sempre, que ouvi inesperadamente o que sempre quis e vou querer. E que toda vez seja assim, verdadeiro.

E que venha novembro, outra sexta 13 para guardar pra sempre.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Diarinho
Aleatório
Cartas imaginárias: Sra. Fulana de tal
03 de March de 2015 - 09:32

Sabia que no dia em que eu não conseguisse lembrar seu nome bizarro eu estaria livre de alguns tumores, não todos, mas alguns.

Durante anos em momentos aleatórios eu forçava a cabeça para lembrar seu nome e depois de vários minutos eu conseguia lembrar, mas ai chegou 2015 e no meio dessas brechas tediosas e vazias do dia eu lembrei de você, tentei lembrar seu nome e não consegui. Forcei mesmo a cabeça e fiquei formando sílabas estranhas na minha mente para ver se o seu nome aparecia feito feitiço fonético, mas não aconteceu. Ao mesmo tempo que eu tentava e me frustrava por não lembrar de um simples nome eu ainda me sentia feliz e empolgada por esse feito, às vezes esquecer coisas tem seu valor.

Eu te esqueci, quer dizer, esqueci o seu nome e se um dia alguém perguntar por você eu vou poder dizer que nem lembro o seu nome. É uma conquista esdrúxula, mas com seu valor.

A história já não é real e não fosse poucas lembranças eu não te reconheceria nem se o tempo tivesse congelado e ele não congelou.

Em 2012 estava dentro de um voo e tenho a certeza que vi a sua versão perua, usava até lápis nos olhos em um voo de Miami, eu ri sozinha durante o voo. Ria pela possibilidade, coincidência, sarcasmo divino ou sei lá o que, me senti em um seriado qualquer e naquelas cenas que a gente pensa “só acontece na TV”.

A dona de casa perfeita que levava comida na boca do marido bêbado com todo orgulho, ele que achava que estar bêbado com meio litro de Red Label era virtude, elegância, charme e ainda dava direito de bancar coisas que me censuro não escrever aqui nesta carta, para não te magoar, mesmo que por várias vezes eu tenha me sentido magoada por você ou por ele ou ainda por eles, todos eles.

Sempre achei que por morarmos em uma cidade onde todos parecem fazer as mesmas coisas, nos cruzaríamos na feira, fila de mercado ou qualquer lugar comum, afinal são muitos anos e até com o Henri Cristo eu já esbarrei por ai. Se bem que Miami virou a nova Caldas Novas para os Candangos, então faz sentido sim, seus filhos estão criados, ver o Mickey Mouse e gastar seus trocados com perfume importado e garrafas de Whisky faz mesmo todo sentido.

Era você, não era? Uma camisa comprida de tecido bom, maquiagem, relógio, cabelo arrumado e pintado. Eu duvidaria que era você e só acredito pois o senhor ao seu lado pedia um Red Label para a comissária e ele era assustadoramente parecido com o Carlos, só que mais envelhecido e sóbrio (leia-se mal humorado) e foi exatamente nessa hora que eu comecei a rir e pensei aqui dentro “Deus, qual é a sua brother?”

Achei sua versão perua mais cômica do que a versão de boa moça por trás de um avental e um sotaque mineiro. Acho engraçado quando as pessoas se fantasiam.

De você só sinto falta do fricassê de frango.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Aleatório