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Aleatório
Ironias e dois pontos
23 de January de 2015 - 16:23

No dia que o resultado da famigerada e agora perpetua prova saiu, teve uma crise de ansiedade. Queria gritar ao mundo que foram só aqueles dois pontos (1 questão) que a fizeram menor. Pior, queria dizer a tantos que por falta de uma declaração de cor, a qual não acha correto usar indiscriminadamente, não estava ali entre os futuros convocados. Dois pontos ou uma declaração que separaram realidade e alucinação.

Alucinação essa que decairia por pontos de uma prova qualquer ou por qualquer outro julgamento milimetricamente medido e posteriormente desmedido.

Era a famigerada prova ou qualquer outro motivo.

E o que a prova comprovou é que o desdém nos prega peças absurdas como desculpas absurdas para atitudes absurdas, quando desdém é apenas desdém.

Engoliu os dois pontos ou a tal declaração como uma dose de possibilidades, talvez como aprendizado, não pelo empreguinho público que financeiramente era até menos interessante que sua situação atual, mas pela tal vingança que declararam como meta de vida, declaração embaralhada entre palavras baixas e bem informais.

E sim, ela lembra que meses antes tentou apoia-lo por conta de 1 ponto a qual ele teria perdido uma dessas grandes possibilidades do novo sonho americano candango.

E dentro desse amaranhado confuso de viver o sonho e metas de outro alguém começou a repensar suas verdadeiras metas e sonhos.

Era a primeira prova na sua “área” e que de acordo com grandiosos peritos em coisa alguma, não havia estudado, por pura preguiça e falta de ambição. Como se 1 mês se equiparasse ao acumulo de anos de experiência, na cabeça dele ela deveria ser 1º lugar em tudo, incluindo em viver os sonhos de outro alguém.

Sem ambição.
Ela que 14 meses atrás gerenciava 3 empregos durante suas 24h e pensava ter o direito de dar uma pausa quando bem entendesse.

Ironias… apenas ironias.

“and isnt it ironic… dont you think?
a little too ironic… I really do think”

eu_nao_estudei

Escrito por Claudia Dias
(1) Café
Categoria: Aleatório
Diarinho
Chapéu Panamá
17 de January de 2015 - 12:02

chapeu_panama

Só oito dias e como não queria passar pelos mesmos dramas de quando tinha 25 anos, aceitou um convite inesperado para uma volta, só para não ficar o domingo em casa se entupindo de todos os chocolates que não comeu nos últimos tantos meses.

No encontro, que se acontecesse um ano antes teria desmaiado de tanta felicidade, só ficou uma sequência de histórias atrapalhadas por seus lapsos de memória, tinha também dois ou três goles de uma cerveja morna, uma paisagem simples e desejada nos últimos meses e no meio das pessoas um vislumbre do garoto de chapéu panamá, que havia conversado no dia do seu aniversário às 8 horas da manhã e que nunca mais haviam se falado.

Primeiro foi só uma hipótese, mas era ele.
Quando ele percebeu o olhar curioso devolveu um olhar curioso, na mesma temperatura. Era ele. Ela sorriu e se esquivou como toda pessoa tímida, mas por dentro além do espanto da coincidência também estava contente e repetindo pra si: é ele!

Voltou as suas histórias pouco interessantes com sua companhia, sentaram em baixo de uma obra dedicada a Eduardo & Mônica, no parque da cidade, conversaram por horas.

Estava feliz por ter saído de casa.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Diarinho
Diarinho
Cadeira Chippendale
13 de January de 2015 - 22:19

cadeira
Acordou cedo para buscar a tão esperada cadeira de madeira estilo chippendale. Por conhecer pouco o bairro e não gostar muito de parafernálias tecnológicas nem pensou em GPS ou algo do tipo, gostava de encontrar endereços da forma antiga. No caminho um monte de paisagens desconhecidas e vistas inusitadas da cidade que nasceu. Lembrou do Arthur, quando subitamente apareceu um local que conheceram em 2004, local que ele chamava de floresta da Bruxa de Blair, sorriu.

O endereço nunca chegava e quando percebeu fazer o pior dos caminhos já não era inteligente voltar, continuou. Quando estava prestes a chegar recebe uma ligação cancelando a venda. Xingou como nunca tinha feito antes, xingou como se o cara alí ao telefone fosse um outro cara e pra ela era.

Voltou pelo caminho longo para rever as paisagens, chorou por uns minutos e não era pela cadeira.

Escrito por Claudia Dias
Café?
Categoria: Diarinho